21 de julho de 2015

Resenha: Psicose

Titulo: Psicose
Autor: Robert Bloch
Paginas: 256
Editora: DarkSide

Resumo: Uma história curiosa envolvendo o livro é que Alfred Hitchcock adquiriu anonimamente os direitos de Psycho e depois comprou todas as cópias do livro disponíveis no mercado para que ninguém o lesse e, consequentemente, ele conseguisse manter a surpresa do final da obra.
Em Psicose, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, junto com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.


Resenha: ** Que Psicose é um clássico, não há sombra de dúvidas. Publicado em 1959, o livro de Robert Bloch ganhou as telas de cinema em 1960 pelas mãos de ninguém menos que Alfred Hitchcock, mais conhecido como o pai do terror. 

Inspirado em uma história real, Psicose retrata através do protagonista, Norman Bates, o caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein, que tinha todos os trejeitos psicopatas de Norman. 

Sem mais delongas, vamos nos ater ao conteúdo do livro. A história começa com Mary Crane seguindo para a cidade de Sam Loomis, seu noivo, com 40 mil dólares roubados da imobiliária em que trabalhava. Prometendo-lhe casamento somente após quitar as dívidas do pai já falecido, Sam ainda tem alguns anos pela frente para cumprir o prometido à Mary. Todavia, objetivando quitar a dívida do noivo e casar-se, finalmente, com ele, Mary enxerga a oportunidade de mudar seu destino quando o pacote com a quantia, já mencionada, lhe é confiado. Ela só não contava que o destino já havia traçado outros planos para ela. E tal plano tinha nome e endereço certo, Norman Bates. 

Norman, transvestido de mother Bates, assassina Mary, arrancando-lhe a cabeça. E, após uma semana volta a atacar, mas desta vez sua vítima é o detetive Arbogast, que vai ao Hotel Bates atrás de Mary Crane e da quantia roubada por esta. 

O desfecho, para que não viu o filme, é um tanto estarrecedor, uma vez que o leitor realmente é induzido a acreditar que tem alguém na janela do quarto (e realmente tem), cuja vista é de frente para o hotel. 

A narrativa de Mr. Bloch nos conduz com maestria à Norma Bates, a mamãe que tudo sabe e tudo vê, a quem reputamos ser a autora dos assassinatos até o último momento. Porém, Norma está mortinha da Silva, verdade esta somente revelada no final, quando ficamos sabendo que a sombra à janela se trata do esqueleto de Norma, já que seu corpo foi devidamente exumado e arrumado estrategicamente naquela posição pelo filho (doidinho, doidinho). 

Próximo ao fim, quando o enlace começa a ser traçado e a mente doentia e assassina de Norman desvendada, o frio na espinha é cortante. Imaginar como a mente de um assassino em série se comporta, sem a menor ciência dos que estão ao redor, é chocante e aterrorizante, pois nos faz olhar para os lados e pensar: “Eu poderia topar com um assassino a qualquer instante e não ter a menor consciência disso”. 

Conclui-se que, esta foi uma ótima leitura. E por mais que o filme seja muito fiel ao livro, deixa muito a desejar diante da obra-prima que é... Psicose.**

4 comentários:

  1. Heey!
    Eu comprei esse livro semana passada e estou louco para lê-lo, pelo visto é excelente!! Assim que a MLI terminar eu vou lê-lo hahah
    Abraços!
    Blog - Desbravando o Infinito

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  2. Oi, Thalita! Já assisti ao filme, mas quero muito ler o livro também. Lembro-me de ter ficado chocada com o final rs. Terror é um dos meus gêneros preferidos e Psicose é um clássico, né? A capa do livro está incrível e DarkSide é tudo de bom!!

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  3. Acredita que nunca vi ou filme ou cheguei a ler o livro? Mas obviamente, sendo um clássico e possuindo uma resenha tão positiva darei uma chance e espero ser surpreendida por Psicose, que foi um marco na história do gênero terror. A Dark Side como sempre arrasa nas capas.
    Abraços

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  4. Eu adoro livros e filmes de suspense, sempre tive vontade de ler Psicose, mas me falta oportunidade. Seria uma visão bem diferente ler o livro primeiro, aproveitando que ainda não vi o filme. O livro é bem curtinho, jurava que era umas 400 páginas. Haha

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